28
de
fevereiro
Revolução
A frieza dele foi que deixou meu coração assim.
As borboletas no estômago quase não voam, por causa do frio.
E como eu insito em pensar, sempre que isso acontece, as minhas batidas aceleram e eu perco a calma.  A vontade que eu tenho é ir correndo, gritando feito uma doida, porque é assim que eu estou. Mas ele não tem essa falta de juÃzo. Então eu ficaria sozinha, com minha eterna mania.
A medida que as batidas aceleram, a respiração fica mais ofegante, até o instante em que o próprio coração se anestesia e eu sinto como se não houvesse nada lá, no mediastino. Esse deve ser o vazio que a saudade entrega. Essa é a resposta, inconsiente que meu cérebro dá. Ele libera adrenalina até me mostrar que seria melhor se realmente não houvesse nada. E nem ninguém. Â
Quando isso acaba, me resta um misto saudade-revolta que me deixa prosseguir. Até a próxima revolução. Uma de cada vez. Um carnaval de cada vez. Uma oportunidade única. Uma vontade eterna.
Â
“…Dê um jeito de telefonar, apareça
Eu quero ouvir a tua voz
Me embalando nos seus braços pra ser feliz
Preciso tanto te amar, novamente
E sentir o teu calor
Te cantando sempre os mesmos versos de amor…”
Â
- Obs.: Eu não disse que eram grandes?


